Victor Meyniel: em depoimento, ator nega ameças e diz que 'tentou a todo momento ser amigável'
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Victor Meyniel: em depoimento, ator nega ameças e diz que 'tentou a todo momento ser amigável'

 

Victor Meyniel na delegacia para prestar novo depoimento — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Por Felipe Grinberg e Carolina Heringer Carolina Heringer e Felipe Grinberg — Rio de Janeiro

Ele foi espancado pelo estudante Yuri de Moura Alexandre na portaria de um prédio em Copacabana no último sábado; Amiga do agressor disse à polícia que foi importunada por Victor

Em seu segundo depoimento à Polícia Civil no inquérito que investiga seu agressor, o ator Victor Meyniel negou que tenha ameaçado ou importunado a médica Karina de Assis Carvalho, que divide apartamento com Yuri Alexandre — autor das agressões. Na tarde da última quarta-feira, Karina afirmou à polícia que foi “importunada” pelo ator, que a chamou de “chata e esquisita”. Ela também disse ter ouvido Victor ameaçar Yuri ao ser expulso da residência do estudante: “Sua vida nunca mais será a mesma”.


Após o relato de Karina, Victor voltou à 12ª DP (Copacabana), que investigou o caso e indiciou o agressor por lesão corporal, injúria por atos homofóbicos e falsidade ideológica. Nesta sexta-feira, ele contou que buscou ser "amigável" e "em nenhum momento, em seu entender, foi deselegante ou inconveniente". Para o ator, a mudança de comportamento de Yuri começou logo após a chegada da amiga.

" Após a chegada de Karina percebeu que um "climão" se formou em torno de Yuri e Karina e o declarante (Victor) então passou a tentar deixar o clima mais "leve", buscando mais contato com Karina (...) em nenhum momento fez qualquer tipo de deboche ou diminuiu a condição profissional de Karina . Que por diversas vezes ouviu da própria Karina que o declarante poderia ficar à vontade no apartamento. Que esclarece também que foi ao quarto de Karina, inclusive quando em ato de gentileza, buscando uma aproximação mais amigável, foi lhe levar um prato com strogonoff, onde Karina não aceitou; Que nega que tenha entrado no quarto de Karina e encontrado a mesma nua", diz trecho do depoimento.

— Pelos depoimentos prestados, ficou claro que as agressões se iniciam no corredor, ainda no interior do apartamento. Mesmo que tenha havido um ato de inconveniência, nenhum tipo de ato justifica uma agressão brutal daquela. Yuri se identificou para os policiais militares como médico da Aeronáutica e como casal, ou seja, como se fosse hétero. Ao passo que, agora sendo chancelado de homofóbico, ele se identifica como (sua sexualidade) aberta. Um negro pode ser racista e um gay homofóbico — diz João Valentim, delegado responsável pelo caso, que conclui:

— Victor contesta o depoimento dela. Não foram apresentadas provas de nenhuma importunação. E uma importunação não quer dizer necessariamente que corresponda a um crime. As lesões foram causadas pela repulsa dele (Yuri) ser chancelado de gay — conclui o delegado.

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