Polícia Federal quer ouvir Bolsonaro em caso do hacker
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Polícia Federal quer ouvir Bolsonaro em caso do hacker


 O hacker Walter Delgatti Neto foi preso pela PF nesta quarta (2), que investiga a inserção de alvarás de soltura e mandados de prisão falsos em sistema da Justiça, a pedido da deputada Carla Zambelli.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será ouvido no caso do hacker Walter Delgatti Netto, preso nesta quarta-feira (2) após admitir a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a pedido da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Aliados de Bolsonaro já sabiam que seria inevitável que ele fosse chamado a depor, uma vez ele foi citado na página 17 da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o pedido de prisão feito pela Polícia Federal (PF).

Nesse trecho, o ministro destaca o depoimento dado por ele à PF, no qual diz "que a deputada Carla Zambelli esteve envolvida nos atos do declarante, sendo que o declarante, conforme saiu em reportagem, encontrou o ex-Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada, tendo o mesmo lhe perguntado se o declarante, munido do código-fonte, conseguiria invadir a urna eletrônica".

Ainda de acordo com o depoimento, o questionamento de Bolsonaro a Delgatti não procedeu porque "o acesso que foi dado pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foi apenas na sede do tribunal, e o declarante não poderia ir até lá". O hacker afirma ainda que "o ex-presidente não teve qualquer relação com a invasão ao sistema do CNJ".

Uma fonte da PF a par das investigações confirmou ao blog que Bolsonaro será chamado a dar explicações. Ainda não está definido quando, mas a polícia quer entender a razão do pedido do ex-presidente. Se ele for ouvido, e houver informações relevantes, os dados podem ser compartilhados com outros inquéritos que tem como alvo os ataques às urnas e ao sistema eleitoral.


Será a quinta vez que Bolsonaro será ouvido em investigações pela PF.

Em depoimento à PF, o próprio Delgatti disse não ser possível invadir o sistema do TSE: "Aduziu que não obteve sucesso ao tentar invadir o sistema do Tribunal Superior Eleitoral - TSE porque o código-fonte da urna eletrônica estaria hospedado em um computador offline".

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